
Meados de agosto de 2007, aproximadamente 12:30, estava eu a bordo do onibus do CECA (Centro de Ciências Agrárias, localizado 9km além do A.C. Simões) ainda no campus A.C, Simões da UFAL, quando tive a brilhante (e útil) idéia de ligar pra Mamão, que me informou que não haveria aula e que eu descesse no próximo ponto. Ali estava Ives, indivíduo que há bom tempo eu não via na UFAL, no entanto, a esse momento devo ter enxergado porque dentre as poucas vezes que o vi, ele estava com uma aparência altamente mais ou menos, nunca fora muito religioso, nunca entendi na verdade seu propósito ou fanatismo inesperado à figura icônica de Jesus, talvez uma crise exitencial ou apenas transfiguração fenotípica, ou em outras palavras, cachorrada mesmo! Mas desta vez o cara estava arrumado, havia cortado o cabelo e feito aquela barba ridícula quase que "hussênica" (de Saddan) ou "guevárica" (de "Tchê"), então veio em boa hora, havia eu a pouco tempo voltado de Recife, ocasião em que fui ao show de Scorpions e vi ali uma oportunidade de compartilhar o fato com alguém que realmente prestigiasse a banda (na verdade eu ia mesmo era debochar, mas isso fica nas entrelinhas). Convidei-o para um "happy-hour" no grandioso Bar da Banha, ele nem esquivou-se e então fomos, junto à minha galera da faculdade e mais umas meninas agregadas que no tempo andavam conosco, tempo bom onde a conta dava um total máximo de R$ 16,00, o que implicava uma média de R$ 4,00 pra cada se muito (bem diferente das contas na mofada de hoje em dia, que superam os R$ 100,00), bons drinques eram preparados lá, ao sabor de Pirassununga com Coca-cola, e grandes tira-gostos de pipoca Bokus, quando elitizávamos, pedíamos espetinho de gato, fora o véio que todo dia passava vendendo amendoim cozinhado, hoje dou graças nunca ter me contaminado por salmonela. Não se pode deixar de citar o nosso romance pela mesma garota! Claro que em tempos diferentes, eu entrei no barco primeiro, que bateu num rochedo e afundou e depois veio Ives, que bateu no mesmo atol e afundou enquanto eu olhava a partir do meu iate e ria! Dizem as pesquisas que todo ser humano sente prazer na desgraça alheia, mas vamos deixar de mentir que não foi bem assim... Verdade é que, apesar dos esforços, os dois "tomaram no caneco" de forma gold e cinco estrelas, entrando numa gréia. Mas como não há um mal que não traga um bem, serviu apropriadamente para conhecermos o grande bar "Confraria do Rei", que foi um consolo, além de uma fonte de inspiração. Ives, sujeito sem predicado popularmente conhecido pelo seu amor ao "metal", finalmente entregava-se aos prazeres do brega e do forró, cantávamos grandes sucessoa de Borba de Paula e Aviões do Forró, entoávamos "pode chorar, pode sofrer..." e "pode chorar que eu não volto pra você...", apesar que olhando bem, não é compreensível isso, se quem tinha motivo mesmo pra chorar éramos nós, enquanto ela ria, mas deixa isso pra lá! Hoje quem ri é a gente mesmo. Houveram momentos e festas, como a da vitória da Ana Dayse, a festa do Paulo Vanderley na UFAL, o dia em que fomos comprar birita no Hiper e quando voltamos as mulé estavam com outros caras, no mesmo dia terminamos com um latão de pitu à beira mar de Sete Coqueiros, "eu não acredito em muitas coisas, mas em você, eu acredito", fora cinema com chopp antes e filmes mais comentados que assistidos, idas ao palato, biritâncias e inutilidades diiversas, sem contar na casa do Josué, "grande" Josué. Ponto alto o show do Padre Fábio no ano passado. Foi bom o tempo em que Ives morou aqui perto, apesar de que não nos encontrávamos com tanta frequência, mas sempre havia a iminência de a qualquer momento a gente se ver. Mas não tão intenso quanto os três dias em que Ives passou hospedado aqui no meu ap enquanto providenciava sua mudança pra o Zé Tenório, bebemos todo dia no extinto e passageiro "manguezais", foi quando ele conheceu Aline, minha cunhadis, prima de Débora, outra garota com D que nos envolvemos. Mas isso é Arapiraca e não entra nessa postagem. Na última visita de Ives em meu ap conversamos muito sobre tudo, e uma coisa que ele me disse que me chamou atenção foi sobre o fato de ele estar morando no Zé, que fica longe aqui da Ponta Verde, ele disse que perde-se aquela esperança de que a qualquer momento a gente pode se encontrar pra tomar uma ou mesmo bater um papo, e agora ele vai morar em Arapiraca e quem sente essa perda de esperança sou eu. Apesar que vamos continuar nos vendo, todo final de semana eu estou lá. Minha revolta é o fato de ele virar boy primeiro que eu. Percebam, o cara decaiu de federal pra particular, de capital pra interior, e vai subir de nível perante à galera, vai deixar de andar de ônibus e ir com o próprio veículo pra faculdade, vai deixar de ser mais um na multidão pra ser "o cara que veio da UFAL de Maceió estudar com a gente", vai se encontrar com a galera sempre e, principalmente, vai morar em Arapiraca! Pois é, como são as coisas, é bom que "cerveja"! Mas Ives, finalizando aqui, desejo muito sucesso e que realmente você encontre seu caminho, tou sempre com você. "Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto?"