sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O acaso vai nos proteger?


Diferentemente dos planetas gasosos, a Terra é um planeta rochoso próximo ao Sol, onde a temperatura e a gravidade são maiores. Sua distância do Sol é precisamente a necessária para que haja água líquida, fundamental para a existência e manutenção da vida. Cientistas acreditam que no processo de formação do planeta ventos solares o deixaram completamente seco, porém, asteróides e cometas que estavam nos confins do sistema resistiram aos ventos e não perderam sua água. Esses asteróides e cometas acabaram por se chocar na Terra, preenchendo sua superfície de água. Ao contrário do que se pensa, a maior parte do planeta é rocha, apenas na superfície temos 3/4 de cobertura de água, mas se levarmos em conta a massa, a água representa em torno de 0,06% do planeta. O núcleo externo líquido gira em alta velocidade em torno do núcleo interno sólido, fazendo surgir um campo magnético que protege a Terra de ventos solares que teriam efeitos dizimadores, como a vaporização completa da água e da atmosfera, fato que acredita-se ter acontecido com Marte. Cientistas dizem que descargas elétricas na água vieram a formar os primeiros compostos orgânicos, que evoluíram para aminoácidos e depois, proteínas, bases moleculares da vida. A partir daí surgiu a primeira célula. Uma série de fenômenos e combinações fizeram a vida evoluir, surgindo componentes cada vez mais complexos. O DNA, um código escrito pelo 'acaso' para prosseguir com o desenvolvimento, algo como um projeto bem elaborado. Darwin postulou o uso e desuso, falou da seleção natural, de que seres com melhores características perpetuam em relação àqueles menos favorecidos. Surgiram os anfíbios, os répteis reinaram, o gelo tomou contam, os mamíferos prosperaram. Vieram os primatas, Neanderthals, e outros mais pra finalmente, Homo sapiens, que hoje diz ser capaz de compreender, mas no final afirma ser o acaso o tutor dessa evolução. Acaso? Combinações matemáticas derivadas do caos servem pra explicar fenômenos aparentemente determinísticos, como a tão complexa noção da própria existência? Em um universo infinito, onde é conhecido apenas aproximados 400 planetas afora nosso sistema solar, não seria ignorância afirmar que somos obras do acaso e que estamos sozinhos? Somos obras da sorte? Infinitas são as possibilidades para se ter certeza de algo...

domingo, 6 de setembro de 2009

Clube do Macho!


Galera, é o seguinte: que falta que faz a falta da raparigagem mal iniciada! Avaliem que um homem não pode viver só, um homem sozinho não é nada, nem corno ele pode ser! Em síntese do email que Ives me mandou propondo a instituição do clube do macho eu destaco aqui o fato de estarmos sempre circundados por mulheres e tal, mas faz falta é aquela conversa de macho mesmo, o enchimento de cara conjunta, a risada frente à desgraça do outro, o consolo pela satirização do desmantelo e mais e mais... Mermão, essa fase de gréia latente tá sendo muito mal administrada, ficar em casa ouvindo love is love... ter ímpetos alcoólicos solucionados por músicas românticas... Certas coisas que acontecem, certas mancadas que cometemos, oportunidades que perdemos, tocos que levamos, pensamentos que não deixam de ser pensados, em uma cabeça conturbada se resolveria com uma clássica cena de um sujeito jogado numa mesa de bar dormindo, com a barba de fim de tarde, camisa aos frangalhos, após ter tomado 10 cervejas kaiser, 2 doses de pitu e ter fumado uma carteira de derby vermelho pensando naquela maldita! Aí vem a vontade de se levantar, gritar alto no bar "fia do cranco" e virar a mesa na ilusão de que a sujeita, através de algum sistema wireless de bruxaria voodoo, se revirasse na cama e fosse jogada no chão! Tantas bandas de limão jogadas fora, é como tirar uma pedra do coração. Mas a união faz a força! Ao lado de um amigo igualmente sofredor e biriteiro (não necessariamente vascaíno...) a realidade poderia mudar, um reclamando ao outro a gréia atualizada, e encontram um apoio: esqueça essa mulé, bora beber momigo! Bora procurar rapariga, vamo se embrenhar no forró do louro, vamo dar uma sacada no milenium... Não necessariamente raparigando, mas comprovadamente beber com seus amigos nessas situações faz muito bem à auto-estima! Mulheres intitulam-se fortes quando em bando, fato é que ninguém avalia um bando de macho bebendo e falando mal das gaias e/ou gréias... Tiro os exemplos de quando bebia com Ives na confraria do rei pra curar uma gréia específica, donde saíamos bêbados e cantando alto "pode chorar" do aviões e "não vou voltar atrás"do borba. Recentemente, Mamão, eu e rafa 2.0 nos juntamos lá no meu ap e tomamos um litro e uma latinha de pitu só em falar nas feridas do coração! Então parceiros, vamos aderir essa nova postura de encarar as dores de uma forma bem mais fraternal e igualmente alcoólica! Viva a birita que é nossa cura! Viva o clube do macho! Viva a birita que é nossa fonte de alegria! Viva as mulheres de coração gelado que fodem com nossas vidas mas que pelo menos nos dão motivos para beber!!!!

sábado, 22 de agosto de 2009

Reset



Eu queria a singela companhia de um litro de uísque pra acalentar meus pensamentos, nessa fria noite de sábado, ao som de Nelson Gonçalves, em seu CD que considero obra prima, apesar que de outros, "Ainda é Cedo". Tava pensando em quatro anos e meio que se passaram desde que resolvi ter a idéia de ser um agrônomo (ou pelo menos tentar ser, né?), aquele tempo que a gente vai pra faculdade ainda com medo, porque se está mentalmente num ensino médio. Mais que o uísque, eu queria agora ouvir o som da gente cantando bregas no ônibus do CECA, queria ouvir de novo conceitos de tecido vegetal, floema, xilema, tópicos de fisiologia vegetal, e até a aula-saco de matemática aplicada às ciências agrárias, onde o professor repetia dez vezes qualquer simples conceito de função. Que interessante esse curso não? A gente vai pra faculdade e continua vendo física, química, biologia, matemática e até, sociologia??!! Era a opinião da gente. Acabou Nelson Gonçalves e agora tou ouvindo Gal, tou afim de música boa hoje, "while my eyes, go looking from flying saucers in the sky". Tem horas que ficar sozinho é opção, não é o caso hoje, tou sozinho por falta de opção, e, como deve ser, tento extrair as boas coisas das coisas ruins. Sozinho, me abraço ao som da música, e só ouço o que eu quero ouvir, o frio acalma, é só uma questão de visão, ou de ponto de vista. Há coisas boas deixadas para trás, mas ninguém vai buscar. Eu queria sentir o cheiro da pitu com coca do passarela's em 2005, queria sentir o cheiro do stinksy com pitu na expoagro em 2006, queria o gosto da gula com pitu e coca, e da sinuca do bar da banha em 2007. Beber na praia, conviver com amigos, conversar assuntos improváveis, dar valor a coisas banais. Discutir numa mesa de bar assuntos que incomodam a humanidade. Ah nós homens, a cachaça e as mulheres, meu zen, meu bem, meu mal...

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Saga de Ives


Meados de agosto de 2007, aproximadamente 12:30, estava eu a bordo do onibus do CECA (Centro de Ciências Agrárias, localizado 9km além do A.C. Simões) ainda no campus A.C, Simões da UFAL, quando tive a brilhante (e útil) idéia de ligar pra Mamão, que me informou que não haveria aula e que eu descesse no próximo ponto. Ali estava Ives, indivíduo que há bom tempo eu não via na UFAL, no entanto, a esse momento devo ter enxergado porque dentre as poucas vezes que o vi, ele estava com uma aparência altamente mais ou menos, nunca fora muito religioso, nunca entendi na verdade seu propósito ou fanatismo inesperado à figura icônica de Jesus, talvez uma crise exitencial ou apenas transfiguração fenotípica, ou em outras palavras, cachorrada mesmo! Mas desta vez o cara estava arrumado, havia cortado o cabelo e feito aquela barba ridícula quase que "hussênica" (de Saddan) ou "guevárica" (de "Tchê"), então veio em boa hora, havia eu a pouco tempo voltado de Recife, ocasião em que fui ao show de Scorpions e vi ali uma oportunidade de compartilhar o fato com alguém que realmente prestigiasse a banda (na verdade eu ia mesmo era debochar, mas isso fica nas entrelinhas). Convidei-o para um "happy-hour" no grandioso Bar da Banha, ele nem esquivou-se e então fomos, junto à minha galera da faculdade e mais umas meninas agregadas que no tempo andavam conosco, tempo bom onde a conta dava um total máximo de R$ 16,00, o que implicava uma média de R$ 4,00 pra cada se muito (bem diferente das contas na mofada de hoje em dia, que superam os R$ 100,00), bons drinques eram preparados lá, ao sabor de Pirassununga com Coca-cola, e grandes tira-gostos de pipoca Bokus, quando elitizávamos, pedíamos espetinho de gato, fora o véio que todo dia passava vendendo amendoim cozinhado, hoje dou graças nunca ter me contaminado por salmonela. Não se pode deixar de citar o nosso romance pela mesma garota! Claro que em tempos diferentes, eu entrei no barco primeiro, que bateu num rochedo e afundou e depois veio Ives, que bateu no mesmo atol e afundou enquanto eu olhava a partir do meu iate e ria! Dizem as pesquisas que todo ser humano sente prazer na desgraça alheia, mas vamos deixar de mentir que não foi bem assim... Verdade é que, apesar dos esforços, os dois "tomaram no caneco" de forma gold e cinco estrelas, entrando numa gréia. Mas como não há um mal que não traga um bem, serviu apropriadamente para conhecermos o grande bar "Confraria do Rei", que foi um consolo, além de uma fonte de inspiração. Ives, sujeito sem predicado popularmente conhecido pelo seu amor ao "metal", finalmente entregava-se aos prazeres do brega e do forró, cantávamos grandes sucessoa de Borba de Paula e Aviões do Forró, entoávamos "pode chorar, pode sofrer..." e "pode chorar que eu não volto pra você...", apesar que olhando bem, não é compreensível isso, se quem tinha motivo mesmo pra chorar éramos nós, enquanto ela ria, mas deixa isso pra lá! Hoje quem ri é a gente mesmo. Houveram momentos e festas, como a da vitória da Ana Dayse, a festa do Paulo Vanderley na UFAL, o dia em que fomos comprar birita no Hiper e quando voltamos as mulé estavam com outros caras, no mesmo dia terminamos com um latão de pitu à beira mar de Sete Coqueiros, "eu não acredito em muitas coisas, mas em você, eu acredito", fora cinema com chopp antes e filmes mais comentados que assistidos, idas ao palato, biritâncias e inutilidades diiversas, sem contar na casa do Josué, "grande" Josué. Ponto alto o show do Padre Fábio no ano passado. Foi bom o tempo em que Ives morou aqui perto, apesar de que não nos encontrávamos com tanta frequência, mas sempre havia a iminência de a qualquer momento a gente se ver. Mas não tão intenso quanto os três dias em que Ives passou hospedado aqui no meu ap enquanto providenciava sua mudança pra o Zé Tenório, bebemos todo dia no extinto e passageiro "manguezais", foi quando ele conheceu Aline, minha cunhadis, prima de Débora, outra garota com D que nos envolvemos. Mas isso é Arapiraca e não entra nessa postagem. Na última visita de Ives em meu ap conversamos muito sobre tudo, e uma coisa que ele me disse que me chamou atenção foi sobre o fato de ele estar morando no Zé, que fica longe aqui da Ponta Verde, ele disse que perde-se aquela esperança de que a qualquer momento a gente pode se encontrar pra tomar uma ou mesmo bater um papo, e agora ele vai morar em Arapiraca e quem sente essa perda de esperança sou eu. Apesar que vamos continuar nos vendo, todo final de semana eu estou lá. Minha revolta é o fato de ele virar boy primeiro que eu. Percebam, o cara decaiu de federal pra particular, de capital pra interior, e vai subir de nível perante à galera, vai deixar de andar de ônibus e ir com o próprio veículo pra faculdade, vai deixar de ser mais um na multidão pra ser "o cara que veio da UFAL de Maceió estudar com a gente", vai se encontrar com a galera sempre e, principalmente, vai morar em Arapiraca! Pois é, como são as coisas, é bom que "cerveja"! Mas Ives, finalizando aqui, desejo muito sucesso e que realmente você encontre seu caminho, tou sempre com você. "Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto?"

sábado, 25 de abril de 2009

Puxando uma cadeira, pedindo uma garrafa


Eu espero colocar esse blog pra frente, vou analisar como funciona, queria editar o template mas não tenho o programa. Pois bem, ao chegar em um bar a gente puxa logo uma cadeira, é sempre o primeiro passo de um bom tempo de diversão,um bom tempo com pessoas legais, e que geralmente termina em algum torpor alcoólico, tudo tem um preço. Acho que nossos dias deveriam começar com a gente puxando uma cadeira, garantia de que teríamos um bom dia, nossos relacionamentos também. Mas depois de puxar a cadeira, vem-se logo o ditado "garçom, traga logo uma garrafa". Isso é que é o bom, o primeiro fundamento de estar num bar será recompensado, aquela boca seca, a esperança de um bom gole de uma bem gelada... Ahhhh, que alívio! Vamos pedir uma garrafa todo dia, puxe uma cadeira, sente e peça uma garrafa de otimismo, de desejo, de bem estar, de ficar com alguém, de tudo dar certo. Não esqueça do assobio!