terça-feira, 28 de abril de 2009

A Saga de Ives


Meados de agosto de 2007, aproximadamente 12:30, estava eu a bordo do onibus do CECA (Centro de Ciências Agrárias, localizado 9km além do A.C. Simões) ainda no campus A.C, Simões da UFAL, quando tive a brilhante (e útil) idéia de ligar pra Mamão, que me informou que não haveria aula e que eu descesse no próximo ponto. Ali estava Ives, indivíduo que há bom tempo eu não via na UFAL, no entanto, a esse momento devo ter enxergado porque dentre as poucas vezes que o vi, ele estava com uma aparência altamente mais ou menos, nunca fora muito religioso, nunca entendi na verdade seu propósito ou fanatismo inesperado à figura icônica de Jesus, talvez uma crise exitencial ou apenas transfiguração fenotípica, ou em outras palavras, cachorrada mesmo! Mas desta vez o cara estava arrumado, havia cortado o cabelo e feito aquela barba ridícula quase que "hussênica" (de Saddan) ou "guevárica" (de "Tchê"), então veio em boa hora, havia eu a pouco tempo voltado de Recife, ocasião em que fui ao show de Scorpions e vi ali uma oportunidade de compartilhar o fato com alguém que realmente prestigiasse a banda (na verdade eu ia mesmo era debochar, mas isso fica nas entrelinhas). Convidei-o para um "happy-hour" no grandioso Bar da Banha, ele nem esquivou-se e então fomos, junto à minha galera da faculdade e mais umas meninas agregadas que no tempo andavam conosco, tempo bom onde a conta dava um total máximo de R$ 16,00, o que implicava uma média de R$ 4,00 pra cada se muito (bem diferente das contas na mofada de hoje em dia, que superam os R$ 100,00), bons drinques eram preparados lá, ao sabor de Pirassununga com Coca-cola, e grandes tira-gostos de pipoca Bokus, quando elitizávamos, pedíamos espetinho de gato, fora o véio que todo dia passava vendendo amendoim cozinhado, hoje dou graças nunca ter me contaminado por salmonela. Não se pode deixar de citar o nosso romance pela mesma garota! Claro que em tempos diferentes, eu entrei no barco primeiro, que bateu num rochedo e afundou e depois veio Ives, que bateu no mesmo atol e afundou enquanto eu olhava a partir do meu iate e ria! Dizem as pesquisas que todo ser humano sente prazer na desgraça alheia, mas vamos deixar de mentir que não foi bem assim... Verdade é que, apesar dos esforços, os dois "tomaram no caneco" de forma gold e cinco estrelas, entrando numa gréia. Mas como não há um mal que não traga um bem, serviu apropriadamente para conhecermos o grande bar "Confraria do Rei", que foi um consolo, além de uma fonte de inspiração. Ives, sujeito sem predicado popularmente conhecido pelo seu amor ao "metal", finalmente entregava-se aos prazeres do brega e do forró, cantávamos grandes sucessoa de Borba de Paula e Aviões do Forró, entoávamos "pode chorar, pode sofrer..." e "pode chorar que eu não volto pra você...", apesar que olhando bem, não é compreensível isso, se quem tinha motivo mesmo pra chorar éramos nós, enquanto ela ria, mas deixa isso pra lá! Hoje quem ri é a gente mesmo. Houveram momentos e festas, como a da vitória da Ana Dayse, a festa do Paulo Vanderley na UFAL, o dia em que fomos comprar birita no Hiper e quando voltamos as mulé estavam com outros caras, no mesmo dia terminamos com um latão de pitu à beira mar de Sete Coqueiros, "eu não acredito em muitas coisas, mas em você, eu acredito", fora cinema com chopp antes e filmes mais comentados que assistidos, idas ao palato, biritâncias e inutilidades diiversas, sem contar na casa do Josué, "grande" Josué. Ponto alto o show do Padre Fábio no ano passado. Foi bom o tempo em que Ives morou aqui perto, apesar de que não nos encontrávamos com tanta frequência, mas sempre havia a iminência de a qualquer momento a gente se ver. Mas não tão intenso quanto os três dias em que Ives passou hospedado aqui no meu ap enquanto providenciava sua mudança pra o Zé Tenório, bebemos todo dia no extinto e passageiro "manguezais", foi quando ele conheceu Aline, minha cunhadis, prima de Débora, outra garota com D que nos envolvemos. Mas isso é Arapiraca e não entra nessa postagem. Na última visita de Ives em meu ap conversamos muito sobre tudo, e uma coisa que ele me disse que me chamou atenção foi sobre o fato de ele estar morando no Zé, que fica longe aqui da Ponta Verde, ele disse que perde-se aquela esperança de que a qualquer momento a gente pode se encontrar pra tomar uma ou mesmo bater um papo, e agora ele vai morar em Arapiraca e quem sente essa perda de esperança sou eu. Apesar que vamos continuar nos vendo, todo final de semana eu estou lá. Minha revolta é o fato de ele virar boy primeiro que eu. Percebam, o cara decaiu de federal pra particular, de capital pra interior, e vai subir de nível perante à galera, vai deixar de andar de ônibus e ir com o próprio veículo pra faculdade, vai deixar de ser mais um na multidão pra ser "o cara que veio da UFAL de Maceió estudar com a gente", vai se encontrar com a galera sempre e, principalmente, vai morar em Arapiraca! Pois é, como são as coisas, é bom que "cerveja"! Mas Ives, finalizando aqui, desejo muito sucesso e que realmente você encontre seu caminho, tou sempre com você. "Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto?"

sábado, 25 de abril de 2009

Puxando uma cadeira, pedindo uma garrafa


Eu espero colocar esse blog pra frente, vou analisar como funciona, queria editar o template mas não tenho o programa. Pois bem, ao chegar em um bar a gente puxa logo uma cadeira, é sempre o primeiro passo de um bom tempo de diversão,um bom tempo com pessoas legais, e que geralmente termina em algum torpor alcoólico, tudo tem um preço. Acho que nossos dias deveriam começar com a gente puxando uma cadeira, garantia de que teríamos um bom dia, nossos relacionamentos também. Mas depois de puxar a cadeira, vem-se logo o ditado "garçom, traga logo uma garrafa". Isso é que é o bom, o primeiro fundamento de estar num bar será recompensado, aquela boca seca, a esperança de um bom gole de uma bem gelada... Ahhhh, que alívio! Vamos pedir uma garrafa todo dia, puxe uma cadeira, sente e peça uma garrafa de otimismo, de desejo, de bem estar, de ficar com alguém, de tudo dar certo. Não esqueça do assobio!