
Eu queria a singela companhia de um litro de uísque pra acalentar meus pensamentos, nessa fria noite de sábado, ao som de Nelson Gonçalves, em seu CD que considero obra prima, apesar que de outros, "Ainda é Cedo". Tava pensando em quatro anos e meio que se passaram desde que resolvi ter a idéia de ser um agrônomo (ou pelo menos tentar ser, né?), aquele tempo que a gente vai pra faculdade ainda com medo, porque se está mentalmente num ensino médio. Mais que o uísque, eu queria agora ouvir o som da gente cantando bregas no ônibus do CECA, queria ouvir de novo conceitos de tecido vegetal, floema, xilema, tópicos de fisiologia vegetal, e até a aula-saco de matemática aplicada às ciências agrárias, onde o professor repetia dez vezes qualquer simples conceito de função. Que interessante esse curso não? A gente vai pra faculdade e continua vendo física, química, biologia, matemática e até, sociologia??!! Era a opinião da gente. Acabou Nelson Gonçalves e agora tou ouvindo Gal, tou afim de música boa hoje, "while my eyes, go looking from flying saucers in the sky". Tem horas que ficar sozinho é opção, não é o caso hoje, tou sozinho por falta de opção, e, como deve ser, tento extrair as boas coisas das coisas ruins. Sozinho, me abraço ao som da música, e só ouço o que eu quero ouvir, o frio acalma, é só uma questão de visão, ou de ponto de vista. Há coisas boas deixadas para trás, mas ninguém vai buscar. Eu queria sentir o cheiro da pitu com coca do passarela's em 2005, queria sentir o cheiro do stinksy com pitu na expoagro em 2006, queria o gosto da gula com pitu e coca, e da sinuca do bar da banha em 2007. Beber na praia, conviver com amigos, conversar assuntos improváveis, dar valor a coisas banais. Discutir numa mesa de bar assuntos que incomodam a humanidade. Ah nós homens, a cachaça e as mulheres, meu zen, meu bem, meu mal...